Fumaça e ar poluído em Manaus provocam suspensão de aulas na UFAM e no IFAM

A fumaça e a piora da qualidade do ar em Manaus levaram UFAM e IFAM a suspender atividades presenciais nesta quinta-feira (8). Medidas variaram entre as unidades.

Universidade suspendeu atividades presenciais na capital nesta quinta-feira (8). No IFAM, as medidas variaram entre os campi, enquanto a qualidade do ar atingiu níveis preocupantes.

A forte fumaça que tomou conta de Manaus provocou a suspensão de aulas e atividades presenciais na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e em unidades do Instituto Federal do Amazonas (IFAM) nesta quinta-feira (8). A decisão foi tomada devido à piora da qualidade do ar e aos riscos à saúde de estudantes, professores e servidores.

A capital amazonense enfrenta dias de intensa poluição atmosférica, com fumaça relacionada a incêndios e queimadas. Entre os episódios registrados está um incêndio de grandes proporções em uma área de materiais recicláveis no Distrito Industrial 2.

O problema também atinge municípios do interior do Amazonas, onde estações de monitoramento registraram níveis elevados de partículas poluentes no ar.

UFAM suspende atividades presenciais em Manaus

Na UFAM, a suspensão atingiu as atividades acadêmicas e administrativas presenciais de todas as unidades localizadas em Manaus.

A universidade orientou que as atividades fossem realizadas remotamente sempre que possível. Os serviços essenciais e aqueles que não podem ser executados a distância foram mantidos, com recomendação de cuidados para reduzir a exposição à fumaça.

Segundo informações divulgadas sobre o comunicado da Reitoria, a decisão ocorreu após a expectativa de ventos durante a madrugada, que poderiam melhorar a qualidade do ar, não se confirmar.

IFAM adota medidas diferentes entre os campi

No Instituto Federal do Amazonas, as medidas foram definidas conforme as condições de cada unidade.

No Campus Manaus Centro, as atividades presenciais foram suspensas durante a manhã de quinta-feira (8). Os turnos da tarde e da noite permaneceram previstos, sujeitos a novas orientações da direção.

Já no Campus Manaus Zona Leste, a suspensão presencial foi mais ampla, abrangendo os turnos do dia. A unidade fica próxima à região afetada pelo incêndio no Distrito Industrial 2.

A orientação é que estudantes e servidores acompanhem os canais oficiais das instituições para verificar novas decisões sobre as aulas.

Qualidade do ar chega ao nível péssimo em Manaus

A situação da poluição foi registrada pelo Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM), em boletim ambiental divulgado nesta quinta-feira (8).

De acordo com o órgão, uma estação de monitoramento em Manaus registrou 140,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas PM2,5, nível classificado como péssimo pelo sistema de monitoramento utilizado.

Essas partículas são muito pequenas e podem atingir regiões profundas dos pulmões, aumentando os riscos de problemas respiratórios e cardiovasculares.

O boletim também apontou condições preocupantes em outros municípios. Rio Preto da Eva registrou 428,8 µg/m³, enquanto Careiro apresentou 321,8 µg/m³.

Os valores são medições feitas em pontos e horários específicos e podem mudar ao longo do dia.

Amazonas registra aumento de 132% nos focos de calor

O avanço das queimadas também preocupa as autoridades ambientais.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados pelo Ministério Público de Contas, o Amazonas registrou 644 focos de calor entre os dias 1º e 7 de outubro de 2026.

No mesmo período de 2025, foram identificados 277 focos. O aumento foi de 132,5%.

Considerando o período de janeiro a 7 de outubro, o estado acumulou 6.901 focos neste ano, contra 3.559 no mesmo intervalo do ano passado.

Os focos de calor indicam ocorrências detectadas por satélite, mas não representam necessariamente a quantidade exata de incêndios.

Quais são os riscos de respirar ar poluído?

A exposição à fumaça pode provocar irritação nos olhos, tosse, ardência na garganta, dor de cabeça e dificuldade para respirar.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma, bronquite ou outras doenças respiratórias precisam de atenção especial.

Durante os períodos de maior concentração de fumaça, a recomendação é evitar atividades físicas ao ar livre, manter portas e janelas fechadas quando o ambiente externo estiver mais poluído e beber água regularmente.

Máscaras do tipo PFF2, quando bem ajustadas, também ajudam a reduzir a inalação de partículas finas.

Pessoas que apresentarem falta de ar intensa, dor no peito ou agravamento de problemas respiratórios devem procurar atendimento médico.

Situação continua sendo acompanhada

A qualidade do ar em Manaus segue sob monitoramento de instituições de pesquisa e órgãos ambientais.

A própria UFAM participa desse acompanhamento por meio de sensores e equipamentos instalados na Faculdade de Tecnologia, que contribuem para estudos sobre as condições atmosféricas na capital.

Com a permanência da fumaça e o aumento dos focos de calor no Amazonas, a retomada e a manutenção das atividades presenciais dependem das orientações de cada instituição e da evolução das condições ambientais.

Fontes: Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e informações divulgadas sobre as decisões da UFAM e do IFAM em 8 de outubro de 2026.

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